O papel político da mulher; A experiência da candidatura de vice-prefeita

Entrevistei Alessandra Rudolpho Stringheta Barbosa, advogada, especializada em direito de família, militante nos direitos de crianças autistas, defensora do uso da fosfoetanolamina sintética (pílula do câncer), está presidente do PSL desde 2019, atual União Brasil (fusão do Partido Social Liberal com o Partido Democratas) até 2023. Alessandra foi candidata a deputada estadual em 2018 com resultado de 8 mil votos. Em 2020 candidatou-se novamente a vice-prefeita na chapa com Murilo Félix (PDT) candidato a prefeito, obtendo 65 mil votos. 

D’Mulher: As mulheres estão mais presentes nas propagandas eleitorais. Não aparecem como protagonistas, mas como eleitoras, como aquelas cujo voto deve ser conquistado. A mulher é resistente ao voto feminino? A candidata mulher conquista o voto feminino pelo seu desempenho político ou pelos valores que representa? 

Alessandra Stringheta: Acredito que falta interesse político por grande parte das mulheres. A Deputada eleita com a maior votação da história foi uma mulher, para conseguir isso ela precisou do apoio de homens e mulheres, que votaram nela não por ser mulher, mas sim por suas posições e valores.

D’Mulher: O convite dos partidos às mulheres comporem chapa no papel de vice e também para cumprir cota é uma realidade. Como presidente de partido, qual é a sua opinião e postura em relação ao desempenho das mulheres na política partidária? 

Alessandra Stringheta: Como eu lhe disse anteriormente, devido ao pouco interesse por grande parte das mulheres, isso é uma realidade, estamos conseguindo aos poucos mudar isso, acredito que cada vez mais teremos mulheres engajadas politicamente, se Deus quiser.

D’Mulher: As mulheres compunham, nas eleições de 2020, 52% do eleitorado, o que vem colocando mais uma vez a disputa pelo voto feminino como crucial na disputa eleitoral. Partindo de sua experiência em campanha eleitoral, defina o eleitorado feminino limeirense, seus anseios, condições econômica e social, e perspectivas quanto aos candidatos em disputa?

Alessandra Stringheta: O voto da mulher na maioria das vezes é um voto conservador, um voto mais voltado aos interesses da família, da educação, das oportunidades de emprego. Mas pela falta de engajamento político, muitas vezes esse voto acaba sendo influenciado por homens que possuem seus próprios interesses.

D’Mulher: Em 2020 a Sra. foi candidata ao cargo de vice-prefeita na chapa com Murilo Félix (PDT) para prefeito, com um resultado de 45,12% dos votos. Como define esse resultado, o que considera para terem conquistado essa porcentagem de votos? 

Alessandra Stringheta: O Murilo é uma pessoa muito querida, é um ser humano, tem seus erros e acertos, nosso resultado foi ótimo, lutamos contra a máquina pública e quase saímos vencedores. A população de Limeira está cansada e a nossa votação mostrou isso, fizemos uma campanha focada nas pessoas, é algo que eu acredito muito, mais do que grandes obras, do que grandes projetos, precisamos cuidar das pessoas.

D’Mulher: Qual futuro a Sra. vislumbra para o município de Limeira? 

Alessandra Stringheta: Espero poder contribuir muito com a nossa cidade ainda, sei que ela tem tudo para se tornar a maior cidade de nossa região.

D’Mulher: Estamos comemorando o Dia da Mulher, na sua opinião, quais políticas públicas vigentes no município tem influenciado de forma positiva e de forma negativa a vida das mulheres? 

Alessandra Stringheta: Atualmente não vislumbro nenhuma política pública vigente no município que influencia positivamente a vida das mulheres. De forma negativa, é a enorme falta de vagas em creches, prejudicando sobremaneira as mulheres que precisam deixar seus filhos em um local seguro pra trazer o sustento para família.

Nosso projeto era a implantação de uma escola do trabalhador, onde seria ministrado aulas para a qualificação profissional das mulheres como aulas de manicure, culinária, cabeleireira, entre outras.

D’Mulher: A Sra. foi candidata a deputada estadual em 2018, e a vice-prefeita em 2020, qual é o seu papel político no município a partir dessas experiências?

Alessandra Stringheta: Meu papel é o mesmo de todo cidadão, eu não sou política, não vivo dela, mas luto todos os dias para melhorar as coisas em nossa cidade, sou advogada, acredito que isso tem muito a ver com a minha profissão. Eu sinto uma necessidade muito grande de lutar pelo o que eu acredito.

Considerações finais;

Eu ainda acredito na política raiz, a de fato voltada para a satisfação das necessidades da população e não a satisfação pessoal.

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