Volta às aulas presenciais

Ana Lúcia Oki Monteiro dos Santos e Plínio Augusto Moretti Monteiro dos Santos, pais de Matheus Oki Monteiro dos Santos, 14 anos, cursa o 9º ano do ensino médio e Gabriel Oki Monteiro dos Santos, 9 anos, cursa o 4º ano do ensino fundamental. Ambos no Sesi 408. A família é a favor da volta às aulas presenciais. “Desde que as escolas tenham estrutura e condições de manter a higiene com os recursos sanitários suficientes para receber os alunos. Funcionários para realizar a limpeza e para monitorar os alunos para que eles não se aglomerem e façam o distanciamento entre eles”, disse Ana Lúcia. 

As aulas presenciais voltaram, a pandemia se agravou e as aulas foram suspensas novamente.  Esse assunto divide opiniões entre pais, profissionais da educação e políticos. A volta à escola deveria dar um alento nas relações que se mantém afastadas mas, não é bem assim. A afirmação de médicos pediatras de que quando a escola segue os protocolos de prevenção, é o lugar mais seguro onde uma criança deve estar, leva a um questionamento sobre o que país e filhos fazem quando não estão no ambiente escolar. 

De nada adianta o cumprimento de protocolos na educação se ao sair da escola os filhos serem levados para tomar um lanche com o amiguinho ou a família frequentar as confraternizações nos finais de semana. O pacto pela prevenção vai além. 

 Ana Lúcia revela que os filhos Matheus e Gabriel “tiveram medo quando suspendeu as aulas, assim como nós. A pandemia afetou bastante as amizades dos meninos por não poder ver ninguém. E por comemorar os aniversários somente entre nós quatro, sem os amigos e familiares. Nós fazemos distanciamento social, sim. Mesmo quando a pandemia deu uma acalmada, saímos um pouco mais de casa mas, sempre respeitando o distanciamento social, frequentamos locais sem aglomerações”, disse Ana Lúcia. 

Matheus e Gabriel não precisam fazer uso de transporte escolar, a mãe se ocupa de levar e buscar sem ter contato com outros amigos durante o caminho da escola. “As aulas presenciais voltaram por três semanas e foi suspensa por conta da ‘Fase Vermelha’, imposta pelo governo do Estado de São Paulo. Cada um ia à escola uma vez por semana. Eles se sentiram muito felizes e seguros com a volta”, disse Ana Lúcia. 

O bom senso é antes de tudo, seguir as orientações da escola. Se o filho teve algum sintoma mas, acordou bem, vai ter que ficar em casa, consultar um médico para a avaliação, caso qualquer outra pessoa que tenha contato direto com a criança manifeste algum dos sintomas da Covid-19, também é preciso se ausentar das aulas presenciais. 

Para Ana Lúcia é preciso seguir adiante. “É preciso ter fé para seguir adiante nessa fase que nunca imaginei estar e ter esperanças para que acabe logo”, concluiu. 

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