Luana, a menina corajosa que acreditou nos sonhos e recebeu um milagre

Fazer uma matéria sobre a superação de um câncer é uma tarefa acima de tudo de respeito à dor do outro. Nesse caso, retratar a superação de leucemia da Luana, uma criança, foi preciso muita coragem da minha parte para perguntar para a mãe Sandra, se elas aceitavam falar desse período da vida. O meu receio é que eu fosse mal entendida ao propor a matéria. É surpreendente a forma como elas relatam a experiência, a dor, a superação; são palavras carregadas de muita firmeza e fé. Serei falha, muito falha, pois jamais conseguirei retratar em palavras a força e a motivação dessas duas mulheres para vencer desafios e seguir em frente.

Luana é a filha mais velha do casal Mauro Sérgio Cabral e Sandra Regina Cabral e irmã do Daniel Jacobi Cabral, empenhados em sustentar a educação dos dois filhos, a vida de Sandra mudou depois que Luana nasceu, porque assim que já podia expressar seus desejos, logo pediu por um irmãozinho. Sandra deixou o trabalho para se dedicar a Luana e a próxima gestação que dessa vez trouxe, de fato, um irmãozinho para Luana; o Daniel. Desde então, Sandra não retornou mais ao trabalho. 

“Eu brincava bastante com a minha “prima” Gabriele Machado, minha melhor amiga na infância. Ela estava no Major (José Levy Sobrinho) comigo, a gente brincava na rua, às vezes ela vinha lá em casa e dormia. Eu dormia na casa dela também. Fiz balé por um ano com a amiga minha, a Eduarda, ela morava perto de casa só que ela se mudou. Eu comecei a fazer aulas de skate porque o meu primo Eduardo, minha tia Eliana, meu tio Fernandes e o outro primo Igor foram para os Estados Unidos. O Igor tinha ganhado um skate, ele me deu de recordação. Quando o meu pai foi comprar o capacete pra eu usar o skate, ele descobriu um lugar que dava aula de skate e fez a matrícula. Eu fui por um tempo e parei. Um dia, do nada, o meu skate foi roubado e ninguém sabe. Eu falei: o Igor vai me matar. Eu sai das aulas de skate. Comecei praticar natação só que aí começou a história”, contou Luana.

Os cuidados com o filho Daniel trouxe algumas preocupações para os pais. As idas e vindas das consultas médicas para tentar fechar um diagnóstico de autismo e o primeiro ano de estudos de Luana no ensino fundamental, preenchia todo o tempo de Sandra. Mas algo mais já estava acontecendo quando os pais repararam que Luana estava perdendo peso, ficando pálida e por vezes cansada. 

“Eu comecei a ficar com febre todas às vezes que ia pra natação. Eu comecei ficar amarela, antes disso o meu pai pensou que eu estava com anemia, porque eu ficava ofegante, muito cansada. Meu pai dizia pra minha mãe: ‘ela tem que fazer exame de sangue. Vai que ela está com anemia’. Eu falei: oxe! Exame de sangue? 

Eu fui pra escola, naquele dia era o dia ‘D’ de catar lixo para prevenir a dengue. Eu sempre fui a mais animada da turma, a mais extrovertida, eu corria pra todo lado, era super rápida. Aí as pessoas notaram que eu comecei ficar lenta, meio branca, muito pálida. Eu falei para a professora, posso sentar um pouco? Ela falou: ‘nossa, Luana, você está muito pálida. Você trouxe alguma coisa pra comer?’ Eu falei, eu trouxe o meu leite com cereal. Eu comi e minha mãe veio me buscar na escola, eu estava com a boca (lábios) branca”, contou Luana. 

“Ela começou ficar muito cansada, quando chegava da escola dizia: ‘mãe, eu tô cansada’. Mas filha, vocês está com sete anos, que canseira é essa? Ela tinha muita energia. Ela deitava, se cobria e dormia. A temperatura de 38º, 38,5º, todos os dias, toda tarde. Eu fui conversando com o pediatra e de repente ela começou emagrecer, perdeu 5kg muito rápido, liguei para o pediatra Dr. Christian Helfstein de novo. Eu falei: ela está ficando pálida. Ele pediu pra levar no consultório. Quando ele viu falou: ‘meu Deus! Quando você falou que ela tinha emagrecido (perdeu 5 kg de repente) eu não achei que fosse tanto’. Pediu exames. Eu fui buscar os exames dela. Ela passou mal na escola, na segunda. Eu falei: enquanto a gente não descobrir o que você tem, não vou te levar mais pra escola. Deixei ela em casa. Eu ligava no consultório e nada dos exames prontos. No dia marcado não estava pronto. O retorno ao médico pediatra estava marcado para a próxima terça-feira. Voltei no mesmo dia no laboratório, fui com os dois (filhos), deixei eles no carro. Como eu estava próximo ao consultório levei para o médico  dar uma olhada nos exames”, descreveu Sandra.

“Eu estava tão fraquinha que minha mãe tinha que me levar no colo. Eu pegava a merenda, um prato normal, comia umas três colheres e deixava o resto, a comida ia para as galinhas da escola, eu fui emagrecendo”, Luana diz. 

Sandra relata: “Levei os exames para a secretária do pediatra, ela me disse que ele estava no consultório. Ele abriu os exames na sala de espera, olhou pra mim e não falou nada. Entrou, atendeu mais umas três crianças e me chamou. Disse: ‘então mãe, os principais pontos da Luana no exame de sangue, os glóbulos vermelhos e brancos estão todos zerados’. Eu falei: o que isso significa? Ele respondeu: ‘é leucemia’. Eu vi que ele começou chorar e eu: o que nós vamos fazer agora? Ele disse: ‘calma, você tem o Daniel, você está descobrindo o diagnóstico de autismo agora, ele é muito grudado com você’. A Luana começou chorar: ‘eu não quero ser internada’. O médico disse: ‘vou ligar para o Centro Infantil Boldrini, em Campinas, SP, pra ver se consigo uma vaga pra ela. Vai pra casa, faz as suas malas, pega as roupinhas dela’”.

“Eu chorava, o Daniel estava dormindo, a Luana estava muito fraca, eu carreguei os dois no meu colo, um de cada lado. Coloquei eles no carro e fomos embora pra casa. Eu disse: senhor, me guia porque eu não estou enxergando nada, eu e a Luana só chorava. Quando a gente recebe a primeira notícia, a primeira coisa que a gente pensa é: minha filha vai morrer. O primeiro impacto, eu não sabia o que era leucemia, eu só tinha visto sobre essa doença na novela”. 

“Chegamos em casa falei: filha, deita lá na caminha e fica lá sossegada. Eu liguei para o meu marido, ele estava com os meus irmãos eu falei que tinha o diagnóstico da Luana. Na hora ele veio pra casa. Quando contei falou: ‘eu sabia'”. 

“Liguei pra minha cunhada, pra minha tia porque nós tínhamos um aniversário de 15 anos no próximo sábado, em São Paulo. A gente já tinha comprado tudo, o presente, as roupas. 

Ligamos para a minha sogra e sogro pra dar a notícia. Eu só tenho aqui os meus irmãos e a minha irmã Eliana, que tinha ido aquele ano para os Estados Unidos. O meu marido tem a família dele toda aqui, todos vieram em casa. Eles (os parentes) falavam que a anemia tinha virado leucemia, isso não existe, é completamente diferente”. 

“O Dr. Christian disse: ‘no outro dia vá para a Santa Casa pra repetir os exames’. Nós não dormimos aquela noite. De manhã levei o Daniel para a creche. Na Santa Casa ficamos sabendo que o encaminhamento para o Centro Infantil Boldrini estava tudo certo e que o Dr. Amílcar Cardoso de Azevedo estava nos esperando até as 13h. Pedi pra Rose e o Jaime Machado, meus amigos, ficarem com o Daniel porque ele dificilmente fica com alguém. Eles se prontificaram de pronto. Meu marido, eu e a Luana fomos para o Boldrini”. 

“Chegamos lá, o que é o Boldrini? Fomos para o Boldrini de baixo, era o de cima. A Luana teve que ir carregada porque ela não andava mais, já não tinha mais forças, chegou a esse ponto. Dr. Amílcar estava nos esperando, quando olhou para a Luana disse: ‘mãe, eu não preciso nem de exame de sangue, nada, pra saber que a sua filha está com a leucemia, só não sei ainda o tipo. Vamos aproveitar que o médico que colhe o líquido da medula está aí e vamos fazer o exame’”. “Nesse momento, uma moça com um bebê no colo, nos pediu licença para nos fazer uma oração. Fez uma oração linda e contou a história do filho. Eu agradeci a oração. Ficamos mais calmos. Mas eu nunca mais vi essa moça. Fomos muito bem acolhidos no Boldrini”. 

“O Dr. Amílcar nos chamou: ‘a Luana vai ficar internada lá em baixo, no Boldrini. Ela está muito fraca, tem que tomar plaquetas’. Descemos, fizeram o exame da Luana”.

“Nós duas ficamos internadas, meu marido ia nos visitar todos os finais de semana. O meu menino ficou com a minha amiga Rose todo esse tempo, a gente se falava por telefone e nos víamos nos finais de semana. Ele mudou o comportamento, não queria ir pra escola, não queria fazer a lição com a professora. Quando ele ia no Boldrini nos visitar, ele levava a lição e eu fazia com ele. Pra vir embora, ele saia pra dar uma volta de carro com o papai e eles vinham embora – pra ele e eu não chorar. Ele fez quatro anos, dia 26 de setembro, o bolinho dele quem fez foi minha amiga Rose. Eu chorei muito porque eu não estava com ele mas, feliz e grata por ter uma amiga cuidando dele com todo o carinho”, revelou Sandra.

Saiu o resultado do exame, Leucemia leufoblástica aguda – LLA, de alto risco. No final de semana, após a internação, Luana estava melhor. Deram início as aplicações de injeção de quimioterapia, intramuscular; depois seria na veia – a vermelha que cai os cabelos. 

“Os enfermeiros falavam: ‘daqui uns dias ela está livre’. Pra mim, ela iria embora pra casa. A enfermeira disse: ‘mãe, você está pensando que vai embora daqui?’ Mas eu não vou pra minha casa? ‘Não. Agora vai começar o tratamento de Leucemia da Luana, que é de quase três anos, lá no laboratório’.  Eu falei: como assim? ‘É mãe. Não pode ir embora, a Luana está muito fraca’”.

A mãe descreve que a filha estava com a imunidade muito baixa, quase zero, por qualquer motivo ela poderia contrair uma infecção, poderia complicar a saúde e morrer, como aconteceu com muitos. “Nós vimos muita cura mas, a Luana também perdeu muitos amiguinhos lá dentro; foram três perdas de Limeira. Ainda dentro do quarto a enfermeira falou: ‘mãe, ela vai tomar oito injeções de quimioterapia, ela não está mais de alto risco’. Como assim? ‘Não sei, foi um milagre de Deus e agora ela entrou para o grupo de baixo risco’. Uma excelente notícia”, contou Sandra.

 

 

Momento diversão com a família na APACC

 

Mãe e filha foram acolhidas na Associação de Pais e Amigos da Criança com Câncer e Hemopatias (APACC), uma casa de apoio para receber os pacientes com acompanhante. “Nos acolheram super bem, nos deram toda a assistência. Além de toda a estrutura e conforto de uma casa, tem área de lazer com brinquedos, brinquedoteca, cinema, acompanhamento escolar. Toda semana tem festa do pijama, as crianças não ficam sem atividades. Os super heróis iam visitar as crianças e no começo ela acreditou nos super heróis naquela ilusão, fantasia da idade 7, 8 anos. E quando ela conheceu o verdadeiro Patati Patatá ela perguntou: ‘vocês são os verdadeiros mesmo?’ Para retribuir, os pais limpam a casa e no final de semana cada um cozinha. É permitido receber a visita do pai e irmãos nos finais de semana. Permanecemos na APACC do início de outubro até perto do Natal”, disse Sandra. 

Luana com seus pais

“Chegou finalmente o dia do meu aniversário, eu tive uma festa surpresa. Uma festa linda! Ganhei presentes, beijinhos, brigadeiros, salgados, uma mesa toda linda. Eu estava magrinha e estava mais ou menos com apetite naquele dia. Quando eu vi escrito ‘Luana Parabéns!’ Eu falei: meu Deus do céu! Muitas crianças estavam lá, todas que estavam na APACC. Depois do aniversário começou cair os cabelos, depois de três doses da quimio vermelha (conhecida pela coloração vermelha). O meu cabelo começou cair, minha priminha falou assim: ‘ai mãe eu quero doar o meu cabelo pra Luana’. Achei super fofo porque um monte de gente quiz doar o cabelo pra mim. Eu falei: não, obrigado”, disse Luana. 

“Ela não quiz usar peruca, cortamos o cabelo dela mais curto, nossa amiga Silvana, cabeleireira foi lá na APACC cortar o cabelinho dela. Mesmo curtinho caía muito. A Luana me falou: ‘mãe eu quero raspar já’. Eu falei: mas você não vai deixar cair? Eu fiquei com o coração na mão. Ela disse: ‘Não mãe. Está uma coisa horrorosa’. Ela sempre foi prática, resolvida”, falou Sandra. 

“Tinha um índio pajé na APACC, o Cassiano, estava acompanhando o filho no tratamento de leucemia. Ele raspou o meu cabelo. Quando ele começou rapar o meu cabelo eu falei: meu Deus, vai doer. E não começou a doer não. Eu comecei a rir”, contou Luana e sua mãe reage,”e, eu comecei a chorar. Mostramos para o papai a filha carequinha e ele começou a chorar e disse: ‘agora que parece que caiu a ficha mesmo’, afirmou Sandra. 

 

“Meus primos, todos bondosos rasparam a cabeça e mostraram pra mim (por telefone). Eu fiquei muito feliz! Nossa! Eles fizeram isso por mim! Comecei a chorar né! O pessoal da escola mandava cartinhas, era a professora Daise, eu me lembro da Emily, do Adriano (eu tenho o contato dele até hoje) super simpático comigo. O Henry, um monte de gente começou a me mandar cartinhas, assinaram a minha blusa de escola, faziam vídeos. Até o pessoal lá da igreja mandou mensagem, o Enzo, a Vitória, a Lívia, a Luísa”, ressaltou Luana. 

“Um monte de gente começou a me mandar cartinhas, assinaram a minha blusa de escola”

 

“Dois meses depois, o Daniel estava com febre e como eu não podia ir embora eu perguntei para a diretora da APACC: meu filho está doente eu vou ter que ir embora pra levar ele para o médico, no domingo à noite eu estou de volta. Ela falou: ‘vai’. Nós duas voltamos pra casa pela primeira vez”, comentou Sandra. “Todos queriam fazer uma festa, meu pai falou: ‘não, não pode nem encostar nela ainda’. Eu dormi na minha cama. Aí eu comi e não sentia o gosto de nada, minha mãe fez macarrão, eu comi azeitonas, comia biscoito, comia de tudo não sentia gosto de nada. Eu falei: mãe, o que aconteceu? Eu não estou sentindo gosto de nada’, descreveu Luana. “De repente ela perdeu o paladar. Tinha semana que ela queria só comer linguiça cozida. Eu tinha que  ir para o mercado (próximo a APACC) comprar aquela linguiça, todos os dias, para o almoço na  APACC. Ia cozinhando o que ela pedia. Quando ela tinha tomado a quimioterapia e chegava perto da hora do almoço, recusava a comida. O paladar voltou depois de um tempão, quase um ano depois”, contou Sandra.

 “Uma vez, eu  sonhei que o Adriano, a Emily, o Henry, e mais um monte de gente, foi lá no hospital me visitar. Acho que é um dom que eu tenho, porque eu sonhei. Lá no hospital eu também sonhei que eu ia melhorar e melhorei”, Luana afirmou. Ela sonhou realmente, no dia que eu estava indo para o Boldrini com ela dentro do carro, ela me falou: “mãe, eu sonhei que eu ia ficar doente assim, assim, assim. Mas depois, Deus vai me curar”. Eu me arrepiei inteira’, Sandra revelou.

No final de dezembro, dia 23, mãe e filha voltaram pra casa. Semanalmente iam ao Boldrini com o transporte da prefeitura. Luana havia ficado um ano longe da escola, só fazendo lição, mesmo assim conseguiu acompanhar, não perdeu o ano. Ganhou até um certificado de matemática. No final de 2018, Luana voltou presencialmente para escola. 

Luana no primeiro dia de aula, depois da internação, fez questão de ir no mesmo transporte escolar, com o tio João e a tia Alice. “Eu fiz uma surpresa para os meus amigos, combinei uma surpresa junto com as monitoras da escola”, diz. Todos estavam tristes, com saudades da Luana. A professora falou: ‘gente, hoje temos uma aluna nova muito especial na turma’. Todo mundo respondeu: ‘ah, não queria aluna nova, queria a Luana’. Eu falei: nossa! Eu entrei lá e falei: oiiiiii! Vocês não querem aluna nova, então, eu vou embora, eu vou embora!! Sai da classe. Voltei de novo. Vocês querem eu? Eles responderam: ‘Sim’”, brincou Luana. 

Depois de 10 meses de tratamento mais pesado, começou a manutenção de um ano e meio, aplicação intramuscular a cada 21 dias. Antes, ficou internada dez dias com conjuntivite, antes disso também ficou internada, porque a quimio não saiu do corpo dela. Então, tinha que voltar para o Boldrini pra fazer exames para saber se tinha saído todo o medicamento da quimioterapia em seu organismo, porque se ficar, afeta fígado, rins, seria algo perigoso. A mãe informa, “sempre deu certo mas, no último dia, da quarta semana, liguei pra saber o resultado do exame, a resposta: ‘não está tudo bem mãe. Pode voltar para o Boldrini, a Luana vai ter que ficar internada’. Ficamos mais quatro dias”. 

Luana recebeu alta no dia 4 de fevereiro de 2020, depois de três anos de tratamento. Teve festa com bolo, docinhos, refrigerante, muita alegria e gratidão por todo o amor, amizades e acolhimento que receberam no Centro Infantil Boldrini. 

“Hoje, a minha vida está muito boa, eu brinco, me ralo na rua, pode tudo, até pintar o cabelo. A minha inspiração sempre foi o Felipe Neto e todos aquele que incentivaram durante o tratamento. 

Eu escrevi para a Make-A-Wish Brasil – uma das 40 filiadas da Make-A-Wish International, uma das instituições de apoio à criança e adolescente com câncer, realiza sonhos com auxílio de uma rede de voluntários e parceiros. Eu queria ser cientista, queria curar o câncer, visitar o laboratório do Instituto Butantã, em São Paulo. Eles me ligaram depois de um ano e me levaram para a conhecer o projeto ‘Ciência e Arte nas Férias’ na Universidade Estadual de Campinas, Unicamp – o projeto engaja os jovens no fazer científico. No outro ano me convidaram de novo, ganhei um avental da fada madrinha escrito Dra. Lua. Quando estava quase no final do tratamento me levaram pra visitar a farmacêutica Lilly, fizeram almoço pra comemorar o meu aniversário (estava próximo), foi lindo. Me falaram: ‘em 2027, 2028, você volta aqui para fazer o estágio’. 

Eu fui assistente da Dra. Silvia Brandalise (presidente do Centro Infantil Boldrini), eu atendia telefone, ela me levava no laboratório (de pesquisa) do Boldrini. Ela disse: ‘Luana, é aqui que você vai trabalhar. Você vai fazer faculdade e aqui você trabalhar, o seu emprego está aqui’. 

Então, eu vou trabalhar em dois lugares, não vou deixar de trabalhar em um pra trabalhar em outro não. Porque, o meu sonho é criar um remédio para que as crianças não tenham câncer pra não passar o que eu passei. Um remédio pra não ter câncer. E também pra descobrir a cura do autismo pra curar o meu maninho Daniel”, afirmou Luana. 

Recado da Luana: 

“Querida pessoa, se você tem câncer não fique com medo porque eu já tive leucemia e não é um bicho papão. Persista! Persista! Ore a Deus, que ele vai te curar! Ele vai te curar! Eu quero, se você tiver câncer, quero que você persista e acredite nos seus sonhos, que Deus fará um milagre”, Luana Gabrielly Cabral. 

3 comentários sobre “Luana, a menina corajosa que acreditou nos sonhos e recebeu um milagre”

  1. Muito emocionante 😭,como foi difícil p mim ver minha sobrinha Luana ❤️ passando por isso e eu longe só podia dar forças por telefone e orar por elas para que Deus desce forças e curasse minha sobrinha , graças a Deus ela foi curada ,amo muito ela e toda a família 🥰❤️estamos longe mas sempre conectadas …God is good all the time, God is good 🙏🙌🏻,Deus é Fiel …Parabéns linda História de cura e superação .

    Eliane Miranda

  2. Lendo o relato da Sandra e da Luana, vi minha vida passar como num filme. Pois vivemos a mesma situação de vida com minha filha Laura, tudo começou no ano de 2017, leucemia, Boldrini… Meu Deus 😯 grande susto para todos nós. Mudaria a nossa vida a partir do resultado tbm foi nós indicado o Dr. Amílcar. E como a Sandra disse fomos bem recebidas por todos, médicos, enfermagem e os pais que lá já estavam foi quando conhecemos a Sandra e a Luana. E a confiança em Deus das nossas vitórias um por todos e todos por um. Graças a Deus vencemos. É um aprendizado de vida, onde se aprende a dar valor nas pequenas coisas da vida. Sou Sandra Cristina Missionário Barbosa mãe da Laura M Barbosa. Deus é maravilhoso e fiel 🙏🙌 Creiam em Deus que a vitória é certa…❤️

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