Limeira sediou a XVI Exposição Nacional de Orquídeas

A XVI Exposição Nacional de Orquídeas, aconteceu em novembro, na praça Toledo de Barros, em Limeira, uma realização da Associação Orquidófila de Limeira (existente desde 2003) e Prefeitura Municipal de Limeira. Participaram quinze expositores mas, Limeira chegou a receber aproximadamente quarenta expositores.


As exposições nacionais de orquídeas são regulamentadas pela Coordenadoria das Associações Orquidófilas do Brasil – CAOB , a Associação de Limeira faz parte da CAOB e anualmente as entidades associadas promovem em suas cidades uma exposição nacional de orquídeas. A CAOB se originou em Rio Claro (Círculo Rio Clarense de Orquidófilos) e formou a Confederação de Orquidófilos. A CAOB tem uma sede itinerante que vai no domicílio do atual presidente durante o seu mandato, a gestão atual está em São Joaquim da Barra, MG.
A exposição de Limeira, a décima sexta, por convenção e também por lei municipal, acontece na primeira ou segunda semana de novembro. “No caso, aqui de limeira, diversas cidades da região encaminham suas plantas pra cá, chegam sempre na sexta-feira de manhã, na parte da tarde é feito o julgamento dessas plantas que leva em consideração a qualidade da planta, a qualidade da flor, o cultivo, apresentação das plantas e, com base nisso é montado então o podium da exposição. Contempla sete categorias de plantas – divisões de espécies nacionais e estrangeiras, de híbridos, vandaceas – são as divisões de plantas pra realizar o julgamento”, explicou Carlos Neves, orquidófilo.
As plantas campeãs da exposição são divididas em primeiro, segundo e terceiro lugares. “Por convenção e regra da CAOB não é obrigatório que todas as categorias estejam representadas no podium, devido a quantidade e sazonalidade das plantas. Você tem categoria que eventualmente floresce no inverno, então, pode ser que a exposição não tenha plantas daquelas categorias para poder fazer o julgamento”, explicou Carlos Neves, orquidófilo.
Waldemar Roberto Estabellini, presidente da Associação de Orquidófilos de Limeira, hoje aposentado, depois de trabalhar mais de trinta anos na indústria metalúrgica, se dedica ao aprendizado constante que a dedicação à orquidofilia proporciona. “A orquidofilia carece de um pouco mais de incentivo e apoio, porque é difícil realizar uma exposição pois, requer espaço para a organização – somos anfitriões de todas as cidades que nos visitam (15 cidades). É um trabalho voluntário. Acontece porque a gente gosta muito”, contou.


Concurso
Um dos pré-requisitos do julgamento é a identificação da planta, a mesma deve estar corretamente identificada senão corre o risco de ser desclassificada. A planta deve trazer o nome do colecionador, a espécie e o gênero. Os critérios de julgamento são em função da identificação da planta porque os árbitros têm o conhecimento da forma, da cor, a florescência, a saúde da planta , o vegetal (toda a parte verde). Em todas as exposições a nível nacional, são julgadas sete categorias (no Brasil inteiro)
“Você não cultiva orquídeas, você cria orquídeas, porque é um ser vegetal que você tem que criá-lo. Você tem que adaptar a sua criação a planta. Ela dificilmente vai se adaptar da forma que você quer, se você não oferecer o que a planta quer você vai perdê-la. O que uma orquídea requer? Basicamente, micro e macro nutrientes (adubos em geral, NPK na dosagem correta) água (na dose certa) e o que é mais importante para ela retribuir com as flores é a iluminação – a luminosidade que a planta recebe direta ou indireta. Você tem que se adaptar à planta. Porque o orquidófilo é ‘guloso’ e quer ter de tudo e, às vezes as espécies não podem receber o mesmo tratamento (padronizado). Então, você deve se adaptar a elas e não elas a nós”, explica Estabellini.


Segundo Estabellini, o trabalho de orquidófilo é basicamente proteger a natureza e evitar que essas espécies sejam depredadas. “Todas as plantas que estão aqui são desenvolvidas em laboratório (através de sementes) nós não vamos na natureza extrair o que está lá, ao contrário. O híbrido é o cruzamento de duas espécies. Temos a clonagem onde ocorre a divisão de células e gera plantas exatamente igual à mãe. Os laboratórios fazem um aprimoramento genético, fazem o cruzamento de espécies com características diferentes pra chegar na perfeição”, concluiu.

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