Aril reinaugura a loja de quem ama: Aril Presentes

A reinauguração da ‘Loja Aril Presentes’, aconteceu no dia 7 de novembro, organizado pela terapeuta ocupacional Cláudia Negruci, “com uma outra proposta”. O evento contou com a exposição dos produtos da marcenaria da Aril agregado com produtos adquiridos. A loja fica localizada na rua Presidente Prudente, 318, bairro Cidade Jardim, Limeira.

Natalina Gardinalli, Jane Lopes, Roberto Caurim, Cláudia Negruci

Segundo Roberto Caurim, presidente da Associação de Reabilitação Infantil Limeirense – Aril , a entidade emprega 140 funcionários, atende aproximadamente mil crianças e o restaurante serve 9 mil refeições. “A gente precisa de fontes de renda. A gente viu nessa parte de presentes, um negócio que está em moda e as pessoas precisam dar presentes então, a nossa ideia é uma loja de presentes! São itens mais baratos, porque uma parte é produzida na marcenaria e a gente agrega valor com alguns produtos comprados e, mesmo assim é um produto barato. É uma forma, além da pessoa ajudar a Aril, ela presenteia fácil, porque chega e estaciona sem preocupações. Vamos vender também pelas mídias sociais”, afirmou o presidente da Aril.

Adriana Fonsaca, Raquel Brunheroto Redondano, Natalina Gardinalli, Cláudia Negruci, Ana Júlia Di Ferdinando

De acordo com Cláudia, a maior parte dos produtos vem do trabalho executado na marcenaria com a madeira e do trabalho do grupo de voluntárias. Na marcenaria os produtos são feitos com material reciclado doado por empresas utilizados pelos marceneiros e alunos na marcenaria dando um acabamento final pelas alunas e a monitora da loja. “Todo o trabalho da marcenaria é voltado para um treinamento de inclusão no mercado de trabalho. A maioria dos jovens que estão lá, eles passam por diversos setores de treinamento e um deles é a marcenaria. Com as meninas ocorre o mesmo, através de treinamento de pintura, colagem, criação de novos produtos (com apoio da monitora ). Entre outras coisas leva-se muito em consideração a concentração, a troca de experiências, o tempo de dedicação na atividade, são observados enquanto eles estão trabalhando”, destacou Cláudia.

Exposição dos produtos da Aril Presentes

A Aril tem 55 anos, fundada oficialmente em 11 de março de 1963. Natalina Gardinalli, assistente social, foi contratada para trabalhar na Aril, há 20 anos, no projeto ‘Reciclar 2000 Regional’ – um projeto regional em parceria com outras entidades de outros municípios, entre eles, Cordeirópolis, Iracemápolis, Rio Claro, Santa Cruz da Conceição, Americana e Sumaré. “Nós começamos esse projeto com a reciclagem e prosseguiu com a organização do que todas as entidades envolvidas produziam para comercializar. Aí que surgiu a loja da Aril, com o nome de ‘Loja Artesania’. Com a reforma desse mesmo espaço em 1999. Antes, os objetos comercializados eram da marcenaria, produzidos com os alunos, porque o objetivo era trabalhar a independência profissional da vida adulta – o foco da Aril, naquela época, já era a inclusão dos alunos no mercado de trabalho. A produção iniciou com cabides (até hoje produzem) e a produção foi evoluindo para outros objetos”, contou.
Natalina conta que o trabalho voluntário já existia na Aril desde sempre, porque a Aril foi um internato, inicialmente. “Então, essas voluntárias vinham para fazer coisas para o internato. Elas produziam lençóis, fronhas, cobertas, era isso que elas faziam. O internato foi fechado e esse grupo de voluntárias permanece desde aquele tempo”, relembrou e continuou, “a Marcenaria da Aril sempre foi forte desde aquela época, a produção era feita aqui e as peças eram enviadas para outras entidades – uma troca de produtos entre as entidades. A entidade (do Projeto) que produzia cerâmica, bordados, trocavam mercadorias através do ‘Projeto Reciclar 2000’. O projeto foi desfeito. Eu havia sido contratada pelo ‘Projeto Reciclar 2000’ e continuei na Aril como assistente social”, afirmou.

Exposição dos produtos da Aril Presentes

A Aril mantém a tradição de reunir o grupo de voluntárias semanalmente, há décadas, na oficina de costura. O grupo produz cortinas, guardanapos, tapetes, toalhas, comercializados na loja.
Inês Aparecida Grego Lussier, professora de inglês e português, da Escola Estadual Brasil, aposentada há um ano, foi convidada pela filha Caroline Cristina Lussier Queiroz, nutricionista da Aril. “Eu gosto de fazer o artesanato, me sinto bem em colaborar com a Aril”, disse.
Maria de Lourdes de Carli, professora de letras, se aposentou como diretora da Escola Estadual Pimenta Reis, participa do grupo de voluntárias com os bordados e crochê dos guardanapos costurados pela Dona Guiomar Jacon, a única voluntária que compôs o grupo de voluntárias da Aril há 35 anos. Há dois anos ela recebeu uma Menção Honrosa na Câmara Municipal de Limeira pela dedicação de serviço voluntário à Aril. Perto de completar seus 90 anos, ela esteve presente na reinauguração, trouxe seus trabalhos para ofertar e prestigiou a nova proposta da Aril Presentes. “Faz dois anos que eu não venho mais aqui. Costurar, eu costuro em casa e minha filha Maria Elisa leva (os guardanapos) para a Maria de Lourdes de Carli bordar os guardanapos e fazer o crochê e trazer para a loja da Aril. Eu não estou vindo mais, porque a gente cansa né? É da idade, né! Mas, é uma coisa que eu gosto, é costurar. No fim do ano vou fazer 90 anos, se eu chegar (risos) o médico falou que eu vou até 93 anos”, contou.

Guiomar Jacon, Maria de Lourdes de Carli, Inês Aparecida Grego Lussier, Caroline Cristina Lussier Queiroz

Dona Guiomar disse que quando foi convidada para ser voluntária o grupo tinha 18 mulheres. “Uma amiga minha que convidou, a Mercedes (falecida), fizemos um cursinho para entender que uma (voluntária) deveria ajudar a outra nos trabalhos e, foi assim que começou o grupo. Daquela turma quem ainda está, é só eu. Fazíamos guardanapos, cortinas, bainha de toalhas, para fazer crochê. Nessa época eu era costureira de calças”, revelou.
Quando pergunto como conheceu a Aril, emocionada, ela conta que seu filho, José Antônio Perriello, tinha dificuldades para pronunciar as palavras. Uma professora disse que não precisava de tratamento se ela treinasse a fala com ele em casa. “Então, eu ficava falando com ele enquanto passava roupas, ele falava certo enquanto estava comigo mas, depois falava errado de novo. Aí, a professora pediu pra trazê-lo na Aril, para passar por avaliação de um fonoaudiólogo. Eu trouxe. Quando eu vim aqui e vi aquelas crianças (se emociona) coitadinhas. Ainda falei para o meu ex-marido: ‘a hora que sobrar cinco reais a gente tem que ajudar a Aril pra cuidar daquelas crianças’. Ele trabalhava com madeira (tinha empresa de marcenaria) o que sobrava de madeira ele trazia para a Aril. Daí, eu fui convidada e sou voluntária até hoje”, ressaltou.

Kátia Damiani, Cláudia Negruci, Renata Marques, Ana Júlia Di Ferdinando

Esse é o diferencial da Aril Presentes, quando você escolhe presentear com um produto da loja você oferta muito mais que um simples objeto.

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